terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Começo

Direi mistério ao tentar explicar a força que me guia. Direi que não tenho dimensão exata do poder. Direi, certamente, que é mais forte que eu. Direi também que não me traz medo descobir, me descobrir em outro. Direi que me toma e me traz força. Certamente de dizeres não me chega a sensação de que algum dizer hei de definir a sensação que me vem ao me sentir em você. Digo somente, que estou começando a conhecer o que é amor...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

trinta centímetros

Ah distância... te odiarei até que persista. Não vos falo da distância literalmente falando, não a distância de estar longe, mas daquela distância que me testa os nervos, a distância de míseros trinta centímetros. Trinta centímetros é muito quando não se pode tocar, beijar a boca, fazer carícias, chegar mais perto e admirar a beleza única e simples, olhar nos olhos e falar quanto é bom tê-la. São trinta centímetros de vazio, o abstrato habita nesta imensidão, o desejo, o amor, o carinho, permanecem inquietos. Trinta centímetros de sonhos. Trinta centímetros que me matam a cada dia.

Lucas Reis.

domingo, 30 de novembro de 2008

Por trás da matéria, um vazio habita. Me falta aquilo que sustenta. A existência, às vezes, parece inútil. Viver dos sonhos seria a realização. Nos meus sonhos, tudo o que se passa é de minha ordem, uma ditadura em perfeita harmonia. Seria bom dormir e poder não acordar mais. Mas, seria tolice, uma realização sem esforço. O tal sentido da vida poderia ser a luta para realizar seus sonhos? não sei. Sonhos coexistem, a maioria das vezes, em descompasso. Talvez lutar não seja o necessário, se há destino, este corre por fora. Nos resta a crença. Algum dia, tudo há de melhorar.

Lucas Reis
Tristeza nunca mais. Isso é bobagem. Tristeza, quero dizer. Vamos viver nossa vida enquanto é tempo, não deixemos bobeiras, coisas momentâneas - ou nao - nos afetarem. Somos apenas crianças, por mais que tentemos negar. Somos jovens. Podemos errar. Podemos brincar. Devemos errar somente para aprender, no entanto, continuar no erro passa a ser burrice. Sim, isso é um plágio àquele ditado popular. No entanto, não sejamos burros. Superaremos tudo. Algum dia.


Amanda Martins

sábado, 25 de outubro de 2008

24h.

O sol anuncia o dia, com luzes acordando. Destrói, impede. Sonhos perplexos perigosamente destruídos. A realidade do cansaço, não desperta para a necessidade do ato. Caminhos construídos inconscientemente nos levam a lugares que, por algum motivo, devem nos levar à outros rumos. A energia, cada vez mais escassa, atenta as reações mais adversas. No mundo do pensamento, a escuridão alterna das alusões às ilusões, se perde. Olhares por todos os lados, muitos indiferentes, outros imensamente misteriosos, um olhar, inexplicavelmente, precioso. Da beleza, o vento leva sem piedade, deixa só. Minutos inutilmente dedicados a sons ensurdecentes que camuflam a sensação de impotência diante de melhores perspectivas, os melhores dedicam-se ao silêncio. Escravidão mental necessária mas, tardia. O tempo, inconveniente, insiste em correr horas em segundos. Terminar o que nem mesmo teve início. Mais um peso, um tormento, um companheiro. Os ombros cada vez parecem mais fracos diantes do peso da irresponsabilidade.
Da reza ao alimento. Outra fase. Agora, o impiedoso tempo, parece descansar, nos testando a paciência. Hora de se desligar do mundo. Tentar esquecer do tempo, ele vai passar. Vidas lançadas em salas frias, confinamento eterno. Humor restrito ao silêncio da obediência nem sempre respeitada. Fazendo de um mesmo objetivo a valiosidade da glória. Guerreiros treinados incansavelmente, a seleção natural subjetivamente aplicada. Gana em muitos, em mim a observação. Me acovardo diante de dificuldades, desisto. Os pensamentos voltam a viajar por curvas, formas, cheiros, cores, a natureza humana ainda se faz presente. Ainda não me tornei uma máquina. A capacidade de amar eu ainda tenho, eu preciso. Atrapalha, desvia, não reclamo. Inconformado por muitas vezes, mas não devo. Comemoro enfim, mais uma batalha diária fatalmente vencida (perdida, talvez).
Gravitando agora, conscientemente e ansiosamente. Mais uma viajem, mais uma análise. O mundo agora parece tão pequeno para a multidão. A lua, tão distante, desvenda aquele pequeno ninho d'água, uma imagem bela. Única. A cidade passa, a cada dia parece crescer, infinitos mundos se cruzam, cada vida batendo em ritmos inconstantes. A minha por meio delas, tão menos significante. A destruição faz parte de um todo, a vida acabando com a vida. Nuvens de poeira já fazem parte da paisagem. Corações parecem não pulsar mais, pessoas cada vez mais insensíveis para consigo mesmo, os nervos tomam conta das ações. Uma menina linda, uma mulher, como ela existem muitas. Acredite. Uma esperança ainda resta, o dia ainda há de acabar bem, quando o tempo, enfim, parar. Um velho homem sentado ao lado de um girassol, eu vi. Das reflexões o destino se chega, as palavras se perdem, o corpo descansa, prepara-se ainda há de suportar mais. O tempo ainda vive, trazendo consigo todos os seus desafios, felicidades, rumos, destinos, experiências, enfim, seus dias e dias.

Lucas Reis.

domingo, 19 de outubro de 2008

Casagrande, um exemplo.


Hoje de madrugada, estava assistindo um de meus programas prediletos, Altas Horas. Serginho anunciou Walter Casagrande, aquele, comentarista de futebol. Pensei: "Ah que chato, vão falar de futebol", mas não. Serginho pergunta por que Casagrande havia se afastado um pouco da mídia. Então, ele responde que é dependente químico. Pronto, isso chamou a minha atenção, e a de todos na platéia. Ninguém esperava um assunto desses, e uma entrevista que todos pensavam que ia ser "chata", acabou por ser uma das mais produtivas que eu já vi.
Casagrande é, atualmente, comentarista licenciado pela globo, e, no passado, fora um famoso atacante de futebol. Na entrevista ele relata como as drogas quase que destruíram com a sua vida.
Casagrande diz que começou a usar drogas ainda muito jovem, usava uma vez ou outra e achava que não era dependente, que podia parar a hora que quisesse, mas a verdade é que ele já havia se tornado dependente químico de nível gravíssimo.

"Cheirava e me injetava, mas achava que isso não era doença. Pensava que podia parar, mas a dependência química é progressiva, fatal e incurável. Vou ter que conviver com ela até o fim da minha vida, mas nunca mais quero ter overdose na frente do meu filho de 12 anos".


Quando lhe perguntam qual foi o pior momento que ele viveu devido às drogas, ele responde que foi na noite em que ele teve uma overdose na frente do seu filho de 12 anos.

"Tinha tudo para ser uma noite normal e feliz. Chamei meu filho para jantar fora, ele disse que precisava tomar banho. Eu estava com a droga no bolso, não queria levar para o restaurante, também não queria deixar em casa, resolvi injetar, pensei que não faria mal. Era uma quantidade muito grande, então eu tive uma overdose dentro do banheiro, me debatia, enquanto meu filho de 12 anos estava do outro lado da porta sem saber o que estava acontecendo. Isso nunca vai sair da minha memória, não por eu querer me torturar, mas sim para eu me lembrar o que a droga me fez passar".

"Ainda me lembro do meu filho olhando meu estado no hospital. Acho que ele preferia me ver morto do que me ver naquele estado".


Casagrande relata que foi difícil ele aceitar que era um doente, pois, ele oscilava entre momentos bons e ruins, achava que podia parar quando quisesse, e que as drogas não estavam lhe causando mal algum, e que se viesse a causar, ele parava. Ele lembra que antes da copa do mundo de 2006 teve uma crise, e por isso, podia perder a oportunidade de trabalhar comentando os jogos da seleção na copa. Ele conseguiu se recuperar, e ainda viajou, disse que se trancava no quarto do hotel para não ir atrás de drogas, e assim conseguiu terminar o período da copa sem usar drogas. Mas, quando volta ao Brasil, ele tem uma recaída ao assistir o filme "Ray Charle", e volta, novamente, a injetar.

"um dependente tem que trabalhar o seu psicológico, pois por coisas simples como um filme, uma imagem, uma recordação, a pessoa pode sentir vontade de se drogar novamente".


Lhe perguntam sobre o tratamento que ele fez. Casagrande responde que na última, e a pior, overdose, quando acordou estava numa clínica de reabilitação. Disse que sofreu nos primeiros quatro meses, pois, ainda não se aceitava como um doente, mas que depois foi se adaptando. O tratamento durou dois anos. Há duas semanas Casagrande deixou a clínica, mas ainda faz um tratamento para evitar recaídas, e todo dia tem que ir a clínica.

Casagrande, hoje, se mostra totalmente centrado, quer definitivamente deixar de ser dependente e não teve vergonha alguma de relatar sua vida em um programa de nível nacional e internacional, para que sua história sirva de lição a todos que não querem passar por todo o sofrimento que ele passou.
Foi, com certeza, uma entrevista sensacional, que deve ter tocado a todos que assistiram, e o meu objetivo em mostrar isso aqui é de chamar a atenção dos meus amigos jovens que por algum motivo já usam algum tipo de droga, que isso pode gerar um problema enorme a sua vida. Você quer isso para a sua vida? Conviver com essa dependência que vai te destruindo aos poucos como se fosse uma bomba relógio? Não, não é necessário. Logo nós, que temos sorte de poder ser feliz, somos saudáveis, temos amigos, podemos muito bem nos divertir sem influência dessas drogas malditas que só podem trazer a ilusão de bem-estar momentâneo. Eu gostaria muito de não ver nenhum dos meu amigos com essa dependência. Por favor, antes de usar qualquer tipo de droga, pense várias vezes no que você vai fazer. Você pode estar entrando em um caminho que pode dar fim à sua vida.

Lucas Reis.

sábado, 18 de outubro de 2008

Lenine - Labiata (2008)

Novo CD do Lenine galera! õ/

Lenine -Labiata

Lenine, um dos maiores e mais respeitados cantores e compositores do país agora é Universal. Novo CD de músicas inéditas após 6 anos com 11 Composições próprias com seus parceiros de longa data: Arnaldo Antunes, Dudu Falcão, Paulo César Pinheiro e Bráulio Tavares. "Labiata" recebeu tratamento especial com mixagem nos estúdios do cantor Peter Gabriel, na
Inglaterra. Lenine tem mais de 500 canções gravadas por ele e por outros artistas e já produziu CDs de artistas como: Maria Rita e Elba Ramalho. Música em parceria inédita com Chico Science: ”Samba e Leveza”. Confira!





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