sábado, 25 de outubro de 2008

24h.

O sol anuncia o dia, com luzes acordando. Destrói, impede. Sonhos perplexos perigosamente destruídos. A realidade do cansaço, não desperta para a necessidade do ato. Caminhos construídos inconscientemente nos levam a lugares que, por algum motivo, devem nos levar à outros rumos. A energia, cada vez mais escassa, atenta as reações mais adversas. No mundo do pensamento, a escuridão alterna das alusões às ilusões, se perde. Olhares por todos os lados, muitos indiferentes, outros imensamente misteriosos, um olhar, inexplicavelmente, precioso. Da beleza, o vento leva sem piedade, deixa só. Minutos inutilmente dedicados a sons ensurdecentes que camuflam a sensação de impotência diante de melhores perspectivas, os melhores dedicam-se ao silêncio. Escravidão mental necessária mas, tardia. O tempo, inconveniente, insiste em correr horas em segundos. Terminar o que nem mesmo teve início. Mais um peso, um tormento, um companheiro. Os ombros cada vez parecem mais fracos diantes do peso da irresponsabilidade.
Da reza ao alimento. Outra fase. Agora, o impiedoso tempo, parece descansar, nos testando a paciência. Hora de se desligar do mundo. Tentar esquecer do tempo, ele vai passar. Vidas lançadas em salas frias, confinamento eterno. Humor restrito ao silêncio da obediência nem sempre respeitada. Fazendo de um mesmo objetivo a valiosidade da glória. Guerreiros treinados incansavelmente, a seleção natural subjetivamente aplicada. Gana em muitos, em mim a observação. Me acovardo diante de dificuldades, desisto. Os pensamentos voltam a viajar por curvas, formas, cheiros, cores, a natureza humana ainda se faz presente. Ainda não me tornei uma máquina. A capacidade de amar eu ainda tenho, eu preciso. Atrapalha, desvia, não reclamo. Inconformado por muitas vezes, mas não devo. Comemoro enfim, mais uma batalha diária fatalmente vencida (perdida, talvez).
Gravitando agora, conscientemente e ansiosamente. Mais uma viajem, mais uma análise. O mundo agora parece tão pequeno para a multidão. A lua, tão distante, desvenda aquele pequeno ninho d'água, uma imagem bela. Única. A cidade passa, a cada dia parece crescer, infinitos mundos se cruzam, cada vida batendo em ritmos inconstantes. A minha por meio delas, tão menos significante. A destruição faz parte de um todo, a vida acabando com a vida. Nuvens de poeira já fazem parte da paisagem. Corações parecem não pulsar mais, pessoas cada vez mais insensíveis para consigo mesmo, os nervos tomam conta das ações. Uma menina linda, uma mulher, como ela existem muitas. Acredite. Uma esperança ainda resta, o dia ainda há de acabar bem, quando o tempo, enfim, parar. Um velho homem sentado ao lado de um girassol, eu vi. Das reflexões o destino se chega, as palavras se perdem, o corpo descansa, prepara-se ainda há de suportar mais. O tempo ainda vive, trazendo consigo todos os seus desafios, felicidades, rumos, destinos, experiências, enfim, seus dias e dias.

Lucas Reis.

domingo, 19 de outubro de 2008

Casagrande, um exemplo.


Hoje de madrugada, estava assistindo um de meus programas prediletos, Altas Horas. Serginho anunciou Walter Casagrande, aquele, comentarista de futebol. Pensei: "Ah que chato, vão falar de futebol", mas não. Serginho pergunta por que Casagrande havia se afastado um pouco da mídia. Então, ele responde que é dependente químico. Pronto, isso chamou a minha atenção, e a de todos na platéia. Ninguém esperava um assunto desses, e uma entrevista que todos pensavam que ia ser "chata", acabou por ser uma das mais produtivas que eu já vi.
Casagrande é, atualmente, comentarista licenciado pela globo, e, no passado, fora um famoso atacante de futebol. Na entrevista ele relata como as drogas quase que destruíram com a sua vida.
Casagrande diz que começou a usar drogas ainda muito jovem, usava uma vez ou outra e achava que não era dependente, que podia parar a hora que quisesse, mas a verdade é que ele já havia se tornado dependente químico de nível gravíssimo.

"Cheirava e me injetava, mas achava que isso não era doença. Pensava que podia parar, mas a dependência química é progressiva, fatal e incurável. Vou ter que conviver com ela até o fim da minha vida, mas nunca mais quero ter overdose na frente do meu filho de 12 anos".


Quando lhe perguntam qual foi o pior momento que ele viveu devido às drogas, ele responde que foi na noite em que ele teve uma overdose na frente do seu filho de 12 anos.

"Tinha tudo para ser uma noite normal e feliz. Chamei meu filho para jantar fora, ele disse que precisava tomar banho. Eu estava com a droga no bolso, não queria levar para o restaurante, também não queria deixar em casa, resolvi injetar, pensei que não faria mal. Era uma quantidade muito grande, então eu tive uma overdose dentro do banheiro, me debatia, enquanto meu filho de 12 anos estava do outro lado da porta sem saber o que estava acontecendo. Isso nunca vai sair da minha memória, não por eu querer me torturar, mas sim para eu me lembrar o que a droga me fez passar".

"Ainda me lembro do meu filho olhando meu estado no hospital. Acho que ele preferia me ver morto do que me ver naquele estado".


Casagrande relata que foi difícil ele aceitar que era um doente, pois, ele oscilava entre momentos bons e ruins, achava que podia parar quando quisesse, e que as drogas não estavam lhe causando mal algum, e que se viesse a causar, ele parava. Ele lembra que antes da copa do mundo de 2006 teve uma crise, e por isso, podia perder a oportunidade de trabalhar comentando os jogos da seleção na copa. Ele conseguiu se recuperar, e ainda viajou, disse que se trancava no quarto do hotel para não ir atrás de drogas, e assim conseguiu terminar o período da copa sem usar drogas. Mas, quando volta ao Brasil, ele tem uma recaída ao assistir o filme "Ray Charle", e volta, novamente, a injetar.

"um dependente tem que trabalhar o seu psicológico, pois por coisas simples como um filme, uma imagem, uma recordação, a pessoa pode sentir vontade de se drogar novamente".


Lhe perguntam sobre o tratamento que ele fez. Casagrande responde que na última, e a pior, overdose, quando acordou estava numa clínica de reabilitação. Disse que sofreu nos primeiros quatro meses, pois, ainda não se aceitava como um doente, mas que depois foi se adaptando. O tratamento durou dois anos. Há duas semanas Casagrande deixou a clínica, mas ainda faz um tratamento para evitar recaídas, e todo dia tem que ir a clínica.

Casagrande, hoje, se mostra totalmente centrado, quer definitivamente deixar de ser dependente e não teve vergonha alguma de relatar sua vida em um programa de nível nacional e internacional, para que sua história sirva de lição a todos que não querem passar por todo o sofrimento que ele passou.
Foi, com certeza, uma entrevista sensacional, que deve ter tocado a todos que assistiram, e o meu objetivo em mostrar isso aqui é de chamar a atenção dos meus amigos jovens que por algum motivo já usam algum tipo de droga, que isso pode gerar um problema enorme a sua vida. Você quer isso para a sua vida? Conviver com essa dependência que vai te destruindo aos poucos como se fosse uma bomba relógio? Não, não é necessário. Logo nós, que temos sorte de poder ser feliz, somos saudáveis, temos amigos, podemos muito bem nos divertir sem influência dessas drogas malditas que só podem trazer a ilusão de bem-estar momentâneo. Eu gostaria muito de não ver nenhum dos meu amigos com essa dependência. Por favor, antes de usar qualquer tipo de droga, pense várias vezes no que você vai fazer. Você pode estar entrando em um caminho que pode dar fim à sua vida.

Lucas Reis.

sábado, 18 de outubro de 2008

Lenine - Labiata (2008)

Novo CD do Lenine galera! õ/

Lenine -Labiata

Lenine, um dos maiores e mais respeitados cantores e compositores do país agora é Universal. Novo CD de músicas inéditas após 6 anos com 11 Composições próprias com seus parceiros de longa data: Arnaldo Antunes, Dudu Falcão, Paulo César Pinheiro e Bráulio Tavares. "Labiata" recebeu tratamento especial com mixagem nos estúdios do cantor Peter Gabriel, na
Inglaterra. Lenine tem mais de 500 canções gravadas por ele e por outros artistas e já produziu CDs de artistas como: Maria Rita e Elba Ramalho. Música em parceria inédita com Chico Science: ”Samba e Leveza”. Confira!





Baixou, Escutou e Gostou? Por que não comprar um original?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

uma olhar, um gesto, uma graciosidade, uma beleza, um sorriso, uma alegria, uma correspondência, um desafio, uma proposta, uma prova, um desalento, uma distância, a perda, a tristeza enfim, ou esperança? Dois corpos, um laço, uma amizade. Não é o bastante, necessito de mais. Explorar aquela pura fonte de águas cristalinas que me tenta à amá-la, doce, impecável, simples e única. Pareço errar, entro em caminhos que me parecem mapas ao tesouros, mas que só me levam à simples admiração. Me questiono: O que fazer? Não há respostas. Feliz daquele que um dia repousar na paz daquele sorriso. Me sinto agora impotente, voltarei a vagar por rotas que não me levarão a lugar algum, triste, calmo, porém, esperançoso.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Ano de vestiba.


Vida de pré-vestibulando não é fácil, exige-se da pessoa uma dedicação imensurável. Alunos completamente entregues aos livros - não por gostarem de estudar, apenas por necessidade. Há ainda os que não estão assim tão preocupados, enfim, com a quantidade de faculdades particulares, qualquer filhinho de papai pode ter um diploma de nível superior. Mas, a verdade é que os melhores estarão nas universidades públicas, e para poder entrar em uma dessas, é preciso que o aluno entregue sua alma aos estudos durante todo o ano.
Como se não bastasse o desespero de ter que estudar tudo novamente, nós sofremos, principalmente, com a pressão. Pressão dos pais, da família, do colégio e até de nós mesmos. Temos medo de parecer incapaz, inferior. Aulas, aulas, livros, questões, questões, aulas, livros, provas! Esses sons ficam em nossa mente toda vez que nos desviamos de nosso foco. "- Olha, enquanto você está aqui, o seu concorrente está se matando de estudar!". É pressão demais para crianças de 17/18 anos.
Muitos desistem, eu mesmo desisti desse ano. Fico pensando: como posso concorrer com pessoas que já estão no cursinho há quatro/cinco/seis anos? Não tem como. Não, eu não sou burro, mas o curso que pretendo fazer é, infelizmente, o mais concorrido, e eu não vou desistir dele, pois é o meu sonho. Bem... não falemos de particularidades.
Porém, é bem verdade que esse é o ano em que mais amadurecemos, temos mais noção das responsabilidades, acordamos! A sensação de independência testa a personalidade de cada um. Percebe-se que você só depende de si mesmo para continuar, e , a princípio, isso te deixa com uma sensação de vazio, de não saber o que fazer. É nesse ano que deixamos de ser apenas criancinhas, para nos tornar, verdadeiramente, homens.

domingo, 12 de outubro de 2008

Oi. ; ]

Bem, este blog tem como objetivo postar os textos que poderei vir a escrever. Meus textos são horríveis, mas tudo bem. , porque escrevendo isso se ninguém tá lendo mesmo? aushauhsuahs. Bjsmeligue babáu. ;* (ainda não sei mexer nesse troço ;S).