O sol anuncia o dia, com luzes acordando. Destrói, impede. Sonhos perplexos perigosamente destruídos. A realidade do cansaço, não desperta para a necessidade do ato. Caminhos construídos inconscientemente nos levam a lugares que, por algum motivo, devem nos levar à outros rumos. A energia, cada vez mais escassa, atenta as reações mais adversas. No mundo do pensamento, a escuridão alterna das alusões às ilusões, se perde. Olhares por todos os lados, muitos indiferentes, outros imensamente misteriosos, um olhar, inexplicavelmente, precioso. Da beleza, o vento leva sem piedade, deixa só. Minutos inutilmente dedicados a sons ensurdecentes que camuflam a sensação de impotência diante de melhores perspectivas, os melhores dedicam-se ao silêncio. Escravidão mental necessária mas, tardia. O tempo, inconveniente, insiste em correr horas em segundos. Terminar o que nem mesmo teve início. Mais um peso, um tormento, um companheiro. Os ombros cada vez parecem mais fracos diantes do peso da irresponsabilidade.Da reza ao alimento. Outra fase. Agora, o impiedoso tempo, parece descansar, nos testando a paciência. Hora de se desligar do mundo. Tentar esquecer do tempo, ele vai passar. Vidas lançadas em salas frias, confinamento eterno. Humor restrito ao silêncio da obediência nem sempre respeitada. Fazendo de um mesmo objetivo a valiosidade da glória. Guerreiros treinados incansavelmente, a seleção natural subjetivamente aplicada. Gana em muitos, em mim a observação. Me acovardo diante de dificuldades, desisto. Os pensamentos voltam a viajar por curvas, formas, cheiros, cores, a natureza humana ainda se faz presente. Ainda não me tornei uma máquina. A capacidade de amar eu ainda tenho, eu preciso. Atrapalha, desvia, não reclamo. Inconformado por muitas vezes, mas não devo. Comemoro enfim, mais uma batalha diária fatalmente vencida (perdida, talvez).
Gravitando agora, conscientemente e ansiosamente. Mais uma viajem, mais uma análise. O mundo agora parece tão pequeno para a multidão. A lua, tão distante, desvenda aquele pequeno ninho d'água, uma imagem bela. Única. A cidade passa, a cada dia parece crescer, infinitos mundos se cruzam, cada vida batendo em ritmos inconstantes. A minha por meio delas, tão menos significante. A destruição faz parte de um todo, a vida acabando com a vida. Nuvens de poeira já fazem parte da paisagem. Corações parecem não pulsar mais, pessoas cada vez mais insensíveis para consigo mesmo, os nervos tomam conta das ações. Uma menina linda, uma mulher, como ela existem muitas. Acredite. Uma esperança ainda resta, o dia ainda há de acabar bem, quando o tempo, enfim, parar. Um velho homem sentado ao lado de um girassol, eu vi. Das reflexões o destino se chega, as palavras se perdem, o corpo descansa, prepara-se ainda há de suportar mais. O tempo ainda vive, trazendo consigo todos os seus desafios, felicidades, rumos, destinos, experiências, enfim, seus dias e dias.
Lucas Reis.

3 comentários:
isso tá ficando cada vez melhor :]
gostei, rucas. :*
alguém pensante nunca é indiferente :} te amo.
falar em sol te inspirou?
Falar contigo sempre me inspira deda. ; ]
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